Carnaval na Cidade desafia a chuva e termina em apoteose com Thiaguinho e Nattan em São Paulo

A chuva caiu, o céu fechou, mas ninguém arredou o pé. O último dia do Carnaval na Cidade, nesta terça-feira (17), provou que a disposição do público paulistano é maior do que qualquer frente fria. Diante de milhares de foliões, a edição de 2026 chegou ao fim consagrada como a maior experiência carnavalesca da capital, …

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A chuva caiu, o céu fechou, mas ninguém arredou o pé. O último dia do Carnaval na Cidade, nesta terça-feira (17), provou que a disposição do público paulistano é maior do que qualquer frente fria. Diante de milhares de foliões, a edição de 2026 chegou ao fim consagrada como a maior experiência carnavalesca da capital, reunindo música, estrutura grandiosa e uma energia que atravessou o temporal.

A tarde começou em clima de leveza com o show de Silva. Com sua sonoridade que mistura MPB e influências tropicais, o cantor entregou uma apresentação elegante e envolvente. Entre sucessos autorais e releituras que dialogam com o espírito carnavalesco, ele preparou o público para a maratona musical que viria pela frente. Mesmo com o tempo instável, o clima na arena era de expectativa e animação.

Na sequência, foi a vez de Thiaguinho assumir o comando da festa. Carismático e dono de um repertório que atravessa gerações, o cantor transformou o espaço em um grande coral a céu aberto. A cada hit, o público respondia em coro, criando um dos momentos mais marcantes da noite. Nem a chuva, que começou a apertar durante a apresentação, diminuiu o entusiasmo. Pelo contrário: sob a cobertura do evento, o pagode ganhou ainda mais força, embalado por palmas, gritos e muita emoção.

O encerramento ficou nas mãos de Nattan, o Nattanzinho, que trouxe a potência do piseiro e do forró moderno para fechar o festival em alta voltagem. Quando o temporal se intensificou, a resposta foi imediata: o público pulou mais alto, cantou mais forte e transformou a chuva em parte do espetáculo. Entre efeitos especiais, luzes vibrantes e confetes lançados ao ar, a água que caía do céu virou cenário para uma despedida apoteótica.

Ao final da noite, o saldo foi de missão cumprida. Com organização elogiada, esquema de segurança eficiente e uma curadoria artística que equilibrou diferentes estilos, o Carnaval na Cidade encerra 2026 reafirmando seu espaço no calendário oficial de eventos paulistanos. Se dependesse do público, a festa seguiria madrugada adentro — com ou sem chuva.