Transformação digital impulsiona novos rumos na engenharia civil, destaca Ricardo de Faveri

Por: Maria Alice Domingues A construção civil brasileira passa por uma transformação significativa com a adoção de tecnologias digitais que tornam projetos mais precisos, econômicos e eficientes. Entre essas inovações, o BIM, Modelagem da Informação da Construção, vem ganhando destaque por permitir a criação de obras virtuais antes mesmo do início da execução física. Nesse […]

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Por: Maria Alice Domingues

A construção civil brasileira passa por uma transformação significativa com a adoção de tecnologias digitais que tornam projetos mais precisos, econômicos e eficientes. Entre essas inovações, o BIM, Modelagem da Informação da Construção, vem ganhando destaque por permitir a criação de obras virtuais antes mesmo do início da execução física. Nesse cenário, o engenheiro civil Ricardo de Faveri se destaca pela atuação em projetos de grande porte e pela aplicação prática dessa metodologia em diferentes disciplinas da engenharia.

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, a PUC Campinas, Ricardo de Faveri acumula mais de 10 anos de experiência em engenharia consultiva, projetos executivos, retrofit, obras públicas e gestão técnica de contratos. À frente da R Faveri Projetos & Engenharia, ele atua principalmente em projetos educacionais e institucionais, integrando planejamento, orçamento, coordenação e supervisão técnica em diferentes frentes de trabalho.

O BIM é uma metodologia que vai muito além de um modelo tridimensional. Ele integra informações detalhadas sobre materiais, custos, prazos e manutenção, permitindo uma visão completa da obra desde a fase inicial até sua operação.

Segundo o engenheiro, essa tecnologia muda completamente a forma de projetar e executar construções.

“Na prática, a aplicação de BIM permite construir virtualmente antes da obra física, testando o projeto e evitando erros que só seriam percebidos no canteiro”, explica Ricardo de Faveri.

Na prática, o BIM é dividido em diferentes dimensões que ampliam sua aplicação na engenharia. O BIM 3D trata da modelagem geométrica e permite compatibilizar disciplinas como arquitetura, estrutura e instalações, evitando conflitos como tubulações passando por vigas. Já o BIM 4D incorpora o fator tempo, simulando o cronograma da obra e antecipando gargalos logísticos.

O BIM 5D conecta o modelo aos custos, permitindo gerar orçamentos automáticos e analisar o impacto financeiro de cada escolha de material ou solução técnica. O BIM 6D avalia aspectos de sustentabilidade, como eficiência energética e desempenho térmico da edificação. Por fim, o BIM 7D acompanha a fase de operação e manutenção, oferecendo dados essenciais para a gestão do edifício ao longo de sua vida útil.

Para Ricardo de Faveri, a principal vantagem dessa abordagem está na prevenção de erros e na eficiência dos processos.

“Quando conseguimos identificar problemas no ambiente virtual, evitamos retrabalho e reduzimos custos significativos durante a execução da obra”, afirma.

Ele também destaca que a centralização das informações é um dos maiores ganhos do BIM, já que qualquer alteração no modelo atualiza automaticamente todos os documentos técnicos, como plantas, cortes e orçamentos.

“Isso traz muito mais transparência e organização para todas as equipes envolvidas no projeto”, explica o engenheiro.

Outro ponto importante é a colaboração entre diferentes profissionais. Com o BIM, arquitetos, engenheiros e projetistas trabalham simultaneamente sobre o mesmo modelo digital, o que melhora a comunicação e reduz falhas de interpretação.

Segundo Ricardo de Faveri, essa integração representa uma mudança cultural na engenharia civil brasileira, que passa a operar de forma mais digital e coordenada.

“Estamos diante de uma evolução na forma de construir. O BIM não é apenas uma ferramenta, mas uma mudança de mentalidade na engenharia”, conclui.

Com ampla experiência em projetos complexos e aplicação de tecnologias digitais, Ricardo de Faveri se consolida como um dos profissionais que contribuem para modernizar a engenharia civil no Brasil, trazendo mais precisão, eficiência e sustentabilidade para o setor da construção.